sexta-feira, 27 de março de 2015

Coração inundado de luz

No alto do Calvário, o horror e o abandono se instalavam junto à Cruz do Redentor. Num dilúvio de dores, Jesus havia exclamado o seu “Consummatum est!”. O bom ladrão se preparava para deixar a Terra. O centurião que ferira o lado de Nosso Senhor, golpeava-se no peito. Algumas pessoas recolhidas a um canto do Gólgota choravam.
Porém, a alegria não desertara de uma alma! A alma mais inconforme com todo aquele horrível espetáculo de dor, a alma que mais repudiava tanta injustiça, que ao mal mais odiava, a alma que mais amava o Salvador morto, era também a que mais esperança e certeza possuía.
Stabat Mater dolorosa, juxta crucem lacrimosa”. Junto à Cruz, dolorosa, Maria mantinha-Se erguida, em toda a força de seu corpo e de sua alma, com os olhos inundados de lágrimas, mas o coração inundado de luz. Naquele instante tinha a certeza de que, após a grande tragédia, depois do abandono geral, raiaria a aurora da Ressurreição. Surgiria a aurora da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, nimbada de glória a partir de Pentecostes. E de cruzes em luzes, de luzes em cruzes, o mundo chegaria até o momento bendito que em Fátima Ela prenunciou: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará!”

Plinio Corrêa de Oliveira – Revista Arautos do Evangelho – abril 2014

sábado, 21 de março de 2015

Projeto Futuro e Vida - Escola Municipal Anita Garibaldi

Na escola Municipal Anita Garibaldi, o dia começou como outro qualquer. Entretanto, eis que desponta inusitadamente os Arautos do Evangelho para uma apresentação musical do Projeto Futuro e Vida, da qual participam com grande interesse os alunos.


Após a apresentação, é feito um sorteio oferecendo aos interessados a participação em cursos de música, artes cênicas e esportes ministrados ao longo de quatro semanas. Neles procura-se orientar os jovens para a escolha de caminhos seguros diante das vicissitudes da vida. 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Um auxílio de São José

A resposta de São José

Catarina, uma jovem e piedosa costureira, sempre tivera muita devoção a São José. Desde bem pequena, sua avó lhe ensinara que o grande Patriarca da Igreja velava, com carinho, pelas necessidades espirituais e materiais dos que a ele recorressem, pois fora o guardião e ecônomo da Sagrada Família. Na igreja de sua pequena cidade, havia uma bela imagem do santo, a quem ela visitava todos os dias, depois de assistir à Missa, com muito recolhimento e fervor.

Sua família era simples e muito religiosa. A mãe ficara viúva cedo e, por isso, viviam as duas com a avó, e se mantinham à custa das costuras de ambas. Ainda menina, habilidosa e inteligente, aprendera com elas a costurar e a bordar, e o fazia com perfeição. Trabalhava em um ateliê de alta costura e era a melhor profissional do lugar. Dona Marieta, proprietária do estabelecimento, a estimava muito e reconhecia seu talento.

Além de atender aos clientes com muita educação e cordialidade, não deixava de manter uma prosinha com eles, contando histórias dos santos e animando-os na Fé. Por isso, muitos a faziam de confidente, pois ela ouvia seus problemas e dificuldades com interesse e dava-lhes bons conselhos, não sem deixar de recomendar muito amor a São José.
Porém, precisou diminuir um pouco o trabalho, por uma súbita doença da avó. Dedicando-se a ela completamente, não teve outro remédio senão abandonar o emprego, ficando como sua enfermeira particular. A pobre senhora teve uma enfermidade um tanto longa e dolorosa, resultando no fim de todas as economias da família. As costuras da mãe já não bastavam para tudo... Acabaram ficando com várias dívidas para pagar.
Afinal, tendo-se recuperado a boa anciã, Catarina tentou voltar ao trabalho. No entanto, no ateliê já haviam ocupado seu lugar e precisava ficar em uma longa fila de espera. A senhora Marieta, por mais que a considerasse, era uma mulher de negócios e não estava disposta a contratar mais alguém, sem necessidade, e tampouco iria despedir a nova funcionária sem justa causa. Como a cidade era pequena, eram poucas as opções para a jovem.
Pensou, então, em fazer costuras particulares, mas ia ser mais difícil, porque os clientes continuavam a buscar o ateliê. Sua única saída era voltar para lá, pois precisava pagar as dívidas e sustentar a casa. Contudo, como seria aceita de volta? Não queria prejudicar a nova costureira, pois deveria também necessitar daquele trabalho...
Vendo-se em tamanha dificuldade, Catarina foi à igreja e pôs-se de joelhos diante de São José, pedindo-lhe que não lhe faltasse nessa emergência. De repente, teve uma inspiração e voltou correndo para casa... 
A moça tinha uma pombinha de estimação, muito alva e mansa, com quem brincava e se distraía. Era tão afetuosa com o bichinho, que a pomba costumava fazer seus passeios aéreos todos os dias e voltava tranquilamente, à tarde, sem jamais se perder. Chegando em casa, afogueada pela corrida, pegou um papelzinho onde escreveu um bilhete. Pegou a pomba e amarrou-o com cuidado na patinha. Soltando-a, no ar, disse:
— Voe, minha pombinha, e leve esta mensagem a São José.
E ficou tranquila, na certeza daquela mensagem urgente cruzar os céus e chegar até o Santo Patriarca. Mais tarde, quase ao entardecer, a pombinha regressou para casa, sem o bilhete em sua patinha...
A resposta de São José não se fez esperar por muito tempo!
No dia seguinte, bem cedinho, dona Marieta tocava à porta da casa da jovem, perguntando por ela. Depois de cumprimentá-la, foi logo dizendo:
— Catarina, venho aqui tão cedo porque preciso de seu serviço ainda hoje! 
Então narrou-lhe o acontecido. Naquela mesma manhã, antes do raiar do dia, havia recebido a visita de um venerável ancião, encomendando-lhe algo muito importante, de parte da senhora mais rica da cidade vizinha. Queria ela uma série de bordados para decorar sua nova casa, bem como o vestido de aniversário de sua filha, pois esta completaria quinze anos em pouco tempo. Entretanto, fazia questão do trabalho ser feito por Catarina pois havia tido notícias de ser ela a melhor costureira e bordadeira da região. Como a dona do ateliê afirmasse já não mais contar com seu trabalho, o ancião disse que então levaria o material que trazia de volta, pois havia recebido recomendação expressa a esse respeito.
Dona Marieta, percebendo valer a pena o negócio para o seu renome e o de seu ateliê, não teve dúvida em afirmar ao respeitável senhor que a moça retomaria suas atividades ainda naquele dia. Com isso, ele havia deixado os tecidos e os desenhos, segundo os quais deveriam ser executados os trabalhos, e se retirou. E ela ali estava a suplicar-lhe para retomar o emprego.
Não podendo mais conter as lágrimas de emoção, contou para sua patroa o que fizera na tarde anterior. Como havia chegado rápido a resposta de São José! Dona Marieta também se emocionou e quis acompanhar sua funcionária e amiga à igreja, para onde se dirigiu com a mãe e a avó a fim de agradecer a seu santo protetor tão grande benefício.
O fato correu pela vizinhança, fazendo crescer enormemente a devoção de todos, e uma Missa solene foi encomendada por Catarina, em ação de graças pelo auxílio do ilustre padroeiro. Por ocasião de sua festa, que não demorou muito a chegar, ruas e praças se engalanaram para celebrar o grande Patriarca da Igreja, na certeza de nunca faltar sua ajuda a todos os que a ele recorrem com amor e confiança, e deram-lhe o título do patrono da cidade.
Revista Arautos do Evangelho - março 2012


quarta-feira, 11 de março de 2015

Programação Especial de Carnaval - Parte II

Na continuação da programação especial de carnaval dos Arautos do Evangelho, em Joinville, todos aprontaram com dedicação e esmero os terços que foram abençoados pelo Pe Mario Sérgio Sperche, EP e usados em uma recitação do terço processional.

Após a missa, todos se dirigiram para uma chácara em Araquari para participar de uma entusiasmada caça ao tesouro disputada entre pais X filhos. A disputa foi bem acirrada e desta vez os pais saíram vitoriosos.

Alegres com a vitória, os pais ajudaram as Irmãs a prepararem um delicioso churrasco.
Foi um dia bem animado onde todos se divertiram bastante!


sexta-feira, 6 de março de 2015

Programação especial de Carnaval - Parte I

Durante os dias de carnaval, o setor feminino dos Arautos do Evangelho organizou uma programação especial para pais e filhos no centro juvenil em Joinville.
No sábado, as jovens apresentaram uma peça teatral sobre a importância da recitação do Rosário. Uma história narrada por São Luís Maria Grignion de Montfort a respeito de um rei da Espanha que teve um dia a ideia de colocar um rosário na cintura. E os cortesãos vendo o rei com um terço na cintura, fizeram o mesmo e passaram a rezar o rosário diariamente.
Mais tarde, o povo vendo que a corte usava o terço na cintura, passou a usá-lo também, e o reino começou a rezar o rosário.
Em certo momento, esse rei morre, aparece diante de Deus e vê, em frente a Deus, um demônio arrastando uma balança enorme, medieval, e põe diante dele. E o demônio dizia: Tal pecado e punha no prato, depois pegava outro pecado e colocava na balança, e a balança estava quase rachando de tanto pecado. Ele suava frio e disse:
— Estou condenado. Vou para o Inferno.
De repente, ele olha para o canto e vê uma Rainha superior a todas as rainhas que se pudesse imaginar. É Nossa Senhora que vem se aproximando dele, tira da cintura dele o rosário e vai para o outro prato da balança, que estava vazio e deposita-o lá. A balança se equilibra, os dois pratos ficam iguais. Nesse momento, Nossa Senhora diz a ele:
— Porque você usou o terço na sua cintura, só por ter usado o rosário na sua cintura, eu vou lhe conceder mais um ano de vida e vou suspender o seu juízo, volte à vida. Mas eu exijo, reze o rosário todos os dias.

Nós temos uma série de misérias, faltas passadas que vão pesar na hora do nosso juízo, mas se nós tivermos devoção à Nossa Senhora e rezarmos o rosário devotamente, Ela certamente nos ajudará.

E para que cada um dos participantes da programação especial de carnaval tivesse seu próprio rosário foi-lhes ensinado como fazê-lo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Caverna do diabo

Caverna do diabo, nome assustador para designar uma gruta repleta de espeleotemas que impressionam os visitantes. É a maior caverna do estado de São Paulo possuindo quase 8 km de galerias já mapeadas.

Nas férias de janeiro, o setor feminino dos Arautos do Evangelho de Joinville, durante sua estada em São Paulo,  teve a oportunidade de conhecê-la. As jovens acordaram bem cedo e às 6:30 já estavam a caminho da famosa caverna.


Os imensos salões naturais, subterrâneos apresentam um verdadeiro espetáculo de formações que encantam a todos. E uma das formas mais eficazes de atingir o conhecimento amoroso de Deus é, ao contemplar a beleza das coisas visíveis e seus reflexos divinos, voar até Àquele que é a suprema Beleza, em sua plenitude e essência.




Caverna do diabo, um nome desmerecido para tal gruta.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Visita das irmãs

No dia 28 de janeiro, as Arautos do Evangelho que moram em São Paulo vieram nos visitar e aproveitaram para conhecer as famosas dunas de Florianópolis SC... E surpresa! Antes de partirem para as dunas, foram “saudadas” com um magnífico arco-íris - símbolo da aliança de Deus com os homens.


Após assistiram a Santa Missa em nossa casa, saborearam um fabuloso churrasco feito pelos pais das jovens Arautos de Joinville e desfrutaram de um agradável convívio.