segunda-feira, 27 de julho de 2015

A oferta mais agradável a Jesus e Maria

O frio ainda estava penetrante e a neve não cessava de cair naquele fim de inverno europeu, mais rigoroso que de costume. No entanto, a severidade do clima não impedia a pequena Inês de sair de sua casa, situada na encosta de uma íngreme montanha, para ir assistir à Missa na aldeia vizinha. Era o dia 3 de fevereiro, quando todas as crianças da região recebiam lindos papéis dourados, onde anotavam os pequenos sacrifícios que ofereciam a Nossa Senhora de Lourdes, durante sua novena.
Nesses dias, todos se empenhavam em participar da Santa Eucaristia, e quanto mais se aproximava o dia da festa, a alegria da meninada tornava-se mais intensa. Ao mesmo tempo, suas listas iam engrossando com as mortificações que faziam, e que para elas constituíam verdadeiros holocaustos, como privar-se de chocolate ou de doce, fazer os deveres da escola sem resmungar ou levantar-se cedinho de um salto só, apesar de tiritarem de frio e os cobertores quentinhos convidarem a um pouquinho mais de sono...

sábado, 18 de julho de 2015

Abertura do Congresso Arautos do Evangelho setor feminino

Uma solene Celebração Eucarística, participada com muito fervor, marcou a abertura do encontro de centenas de jovens vindas de vários países como Portugal, Espanha, Colômbia, El Salvador, Paraguai, Guatemala e de diversas regiões do Brasil promovido pelos Arautos do Evangelho na casa Monte Carmelo, na Serra da Cantareira, em São Paulo

No fim da missa, ao som de hinos eucarísticos, formou-se uma procissão do Santíssimo Sacramento, na qual todas participaram com muita piedade. Em seguida, pedindo graças a Nosso Senhor Sacramentado para este Congresso, foi dada a bênção do Santíssimo.
Assista ao vídeo com alguns momentos desse dia.




quarta-feira, 8 de julho de 2015

Quem sabe se ele volta...

Uma tempestade se formava no horizonte. Aqueles dias haviam sido especialmente quentes no sufocante verão japonês. As plantações estavam secas e a chuva seria bem-vinda. Porém, a borrasca que se aproximava mostrava-se ameaçadora. E o que se passava na natureza parecia simbolizar o que sucedia com a família Shinju...
Pertencia ela a uma antiga linhagem de comerciantes de pérolas, conhecida em todo o país por sua honestidade. O senhor Akira Shinju era exímio pai e bondoso para com seus empregados, embora soubesse ser justo e severo quando era necessário. Presidia a sociedade familiar que cultivava as famosas pérolas, sendo querido por todos. Sua senhora, dona Kazumi, não se deixava vencer em generosidade, sobretudo com os mais miseráveis. Residiam em uma casa palaciana herdada de seus antepassados, a qual era o orgulho do casal.
Entretanto, uma sombra pairava sobre a família...
Apesar de ser muito numeroso o clã Shinju, o senhor Akira e dona Kazumi tinham um filho único, Fumiko, a quem haviam dedicado todo o seu afeto, esforçando-se muito por colocá-lo no caminho do bem. Mais do que seus mestres, ele tinha nos pais um exemplo a seguir. Quando criança, dir-se-ia que nunca deixaria de ser um digno membro de sua estirpe: dedicado e obediente, sua alegria estava em adivinhar a vontade paterna e cumpri-la, antes mesmo de receber alguma ordem.
Infelizmente, o menino crescera em estatura, mas não em virtude... A mãe começou a notar, desconsolada, que seu comportamento se distanciava, a cada dia, das vias da retidão. Em casa, tornou-se silencioso e indiferente. Muitas vezes ela tentou abrir-lhe os olhos, sem consegui-lo.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Poderosa intercessão

O casal Gastinelli não podia esconder sua alegria, pois a jovem esposa logo daria à luz um menino, seu primeiro filho! Giacomo já havia contado aos seus colegas padeiros a boa-nova, e Mirella também comunicara à diretora do asilo, onde trabalhava como cozinheira dos velhinhos.
Entretanto, algumas preocupações da vida doméstica pareciam querer toldar este contentamento. Como eram pobres, a chegada de mais um membro para a família significava gastos maiores, e esse tema passou a figurar como o centro de muitas das conversas entre Mirella e o esposo. A casinha onde moravam, nas proximidades da Igreja de São Francisco Xavier, era alugada de um proprietário exigente, com prazos fixos de pagamento, e a futura mãe não estava podendo trabalhar naquelas semanas, ficando aflita com o que poderia acontecer.
— Giacomo, faltam poucas semanas para vencer o aluguel de nossa casa. Seu trabalho não rende muito e temos apenas o suficiente para nossa despensa não ficar vazia... Precisamos encontrar uma solução! 

sábado, 20 de junho de 2015

O arquétipo da pureza

Mais do que pela alta nobreza de sangue que o distinguia, São Luís Gonzaga reluziu na história por sua santidade estelar, especialmente vincada na prática exímia e heroica da virtude da castidade. Resguardando sua alma com um requinte de pudor e de fidelidade aos Mandamentos divinos, rejeitou até o fim da vida qualquer forma de mal, sempre ancorado na verdade, na lógica e na justiça. Varão talhado para grandes lutas, de físico vigoroso e espírito delicadíssimo, pode-se dizer que a inocência de São Luís começa onde a de muitos outros terminaram. Por isso a Santa Igreja o exaltou como o arquétipo da pureza e como uma de suas mais rutilantes glórias.

Revista Dr Plinio nº39

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Tapetes artísticos


O setor feminino dos Arautos do Evangelho em Joinville e os pais das jovens que frequentam o centro juvenil fizeram, em nossa casa, tapetes artísticos formando desenhos de hóstias, cordeiros e outros símbolos eucarísticos como uma forma de refletir o amor ao Santíssimo Sacramento, Jesus Cristo em corpo, sangue, alma e divindade, que no dia de Corpus Christi percorre as ruas para estar com os filhos dos homens e fazer sua alegria neste convívio com cada um de nós .



domingo, 7 de junho de 2015

Uma carta para Deus

Jorginho sempre fora um bom menino, educado e obediente. Havia perdido os pais quando ainda era um bebê e vivia com a avó materna, dona Clara, quem cuidava do pequeno com todo carinho. Ela fazia doces, salgadinhos e bolos para vender, sendo o meio de sobrevivência dos dois, e moravam em uma casinha humilde, mas própria.
Todos na pequena cidade os conheciam, pois, bem cedinho ia a piedosa senhora à Missa, levando pela mão o netinho, desde que aprendera a andar. Ele ainda não fizera a Primeira Comunhão, no entanto, iniciara as aulas de catequese antes mesmo de principiar os estudos escolares. Durante a Missa, ficava quietinho e prestava muita atenção em todos os movimentos do sacerdote, sobretudo na hora da Consagração, quando, de joelhos e com as mãozinhas postas, fixava seus olhos vivos e escuros na Sagrada Eucaristia e dizia baixinho, conforme aprendera com a vovó:
— Meu Senhor e bom Deus!