domingo, 25 de janeiro de 2015

Curso de férias

Férias! Palavra mágica que para muitos significa um tempo de liberdade, de fuga, de alegria, sem trabalho e sem preocupação. Será isso verdade?
São João Paulo II aconselhava espiritualizar as férias. Ele exortava os jovens a aproveitar o período de férias para crescerem espiritualmente. Bento XVI ressaltou a preeminência do espírito sobre a matéria, o que se deve verificar também – sobretudo – nas férias quando as pessoas devem “consolidar a vida espiritual”.

Por sua vez, os Arautos do Evangelho oferecem aos jovens um “curso de férias”. Período em que jovens vindos de diversos lugares reúnem-se em São Paulo para se aprofundarem em temas de vida espiritual, desfrutando de uma suave alegria de alma em um ameno convívio.








                                                      

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O aleijado vai ao Papa

Arrastando-se com dificuldade e marcando caminho com o sangue que escorria de suas feridas, chegava o pobre Gilla às portas da catedral de Londres. Com chuva ou bom tempo, ele jamais faltava à Santa Missa, porque sua fé era maior que seus tormentos. Ele nascera com os nervos atrofiados, e ademais sofria uma terrível doença de pele. Não tinha como ganhar o pão e nem um parente próximo que o ajudasse.
Num dia solene, Gilla viu o celebrante subir ao altar com belos paramentos brancos, enquanto o coro cantava em gregoriano “Tu es Petrus”. Era o dia vinte e dois de fevereiro, festa da Cátedra de Pedro. No sermão, o pregador discorreu longamente sobre o poder das chaves conferido ao Papa pelo Divino Mestre. O pobre homem a tudo assistia com muito fervor e atenção. Terminada a cerimônia, despediu-se da maternal imagem da Virgem que ficava na lateral e saiu meditando:
— Que beleza! Hoje festejamos o doce Cristo na Terra! Quantos não ficaram curados só por terem sido banhados pela sombra de Jesus! Se eu vivesse naquela época... mas Ele indo para o Céu, deixou um representante entre nós e lhe entregou as chaves do Céu e da Terra... Quem sabe se indo até Roma não consigo do Papa o milagre de minha cura?
Animado por essas reflexões, conversou com o pároco e algumas pessoas piedosas de Londres, conseguindo que o colocassem em um barco com destino à França. “De lá — pensou ele — Deus dará um jeito de me conduzir até Roma”.
Desembarcando na França, passou o dia rezando e pedindo por caridade que alguém o levasse até a Cidade Eterna.
Após três dias de intensa oração e frustradas tentativas, passaram perto dele uns mercadores que partiam de volta à Itália, depois de terem feito um bom negócio. Vendo o pobre chagado pedir com tanta insistência e pelo amor de Deus que o levassem até o Papa, aceitaram transportá-lo em sua carroça, vazia pela venda das mercadorias.
Foi uma longa e penosa viagem. Cada solavanco do veículo nas precárias estradas lhe provoca uma terrível dor. Resignado e contente, ele ofereceu tudo à Santíssima Virgem, e pôs suas esperanças no tão ansiado encontro com o Papa.
Chegando a Roma, ficou atento à espera de uma oportunidade para se aproximar do doce Cristo na Terra. Numa solenidade em que o Sumo Pontífice sairia em procissão pelas ruas, o piedoso mendigo colocouse em uma esquina, bem próximo do local por onde ele passaria. O Papa, ao ver o pobre chagado, encheu-se de compaixão. Mandou que o aproximassem e, como um verdadeiro pai, lhe perguntou:
— Meu filho, o que desejas?
— Venho de Londres, Santidade, implorar-vos a cura. Desde criança tenho os membros atrofiados e ademais sofro esta terrível doença.
— Confiança! Tens no teu país um piedoso monarca, o qual eu estimo muito. Vai e pedelhe que te leve montado em seus ombros do grande palácio de Westminster até a Catedral. Deste modo eu garanto que Deus fará o milagre.
A Providência pedia àquele homem mais uma prova de fé. Empreender de volta toda a difícil viagem, no mesmo estado de invalidez, e se apresentar ao rei para fazer essa proposta... Mas ele não questionou, não reclamou e, de novo, foi pedindo, ora a estes, ora àqueles, que o transportassem cada trecho do caminho.
Ao fim de mil aventuras e sofrimentos, conseguiu o mendigo chegar à capital da Inglaterra. Foi se arrastando até as portas do palácio e disse trazer uma mensagem do Papa. Os guardas reais, que já pensavam em afastá-lo, resolveram antes perguntar ao rei Eduardo, o Confessor:
— Majestade, está aí fora um mendigo de horrível aspecto e coberto de chagas, que insiste em falar convosco. Afirma ter uma mensagem do Papa.
— Façam-no entrar. O que é o rei senão o pai dos pobres e o protetor dos débeis?
Introduzido o mendigo na nobre sala do palácio, deparou com o rei em toda sua grandeza sentado no trono com o diadema real. Era resplandecente sua majestade e, ao mesmo tempo, sua bondade e afabilidade.
O mendigo fez uma reverência e com toda confiança disse ao rei:
— Senhor, acabo de chegar de Roma, onde o Papa me prometeu que vós me curaríeis.
— Mas, como poderei fazer isso? Não deu ele mais nenhuma indicação?
— Sim, disse que se vós me carregásseis em vossos ombros do palácio até a Catedral, Deus faria o milagre. Piedade, ó rei, tende compaixão do último de vossos súditos!
— Como não, meu filho? Suba e vamos!
Soaram os trompetes, os guardas se perfilaram: o rei vai sair! Os súditos se amontoaram nas ruas para ver a carruagem real passar. Porém, um espanto geral percorreu o povo: não viam a carruagem dourada puxada pelos ágeis cavalos vindos de Espanha, mas sim um pobre trapo humano montado sobre o rei. Os murmúrios começaram:
— Logo esse mendigo miserável vai montar no nosso rei?
— Isso é um desaforo! Como ele ousou fazer isso?
— Que louco! E como o rei deixou?
O rei e o mendigo não se importavam com o que diziam. Um e outro iam compenetrados e rezando juntos, pedindo o milagre.
O povo espantado formava filas atrás do monarca, curioso para saber como terminaria tão inusitado espetáculo.
No caminho, as vestes reais iam se enchendo do pus e do sangue que escorriam das feridas do mendigo. E o pobre já ia sentindo alguns movimentos mais livres...
Quando chegaram ao templo, sob expectativa geral, dirigiram-se até o altar e o rei depôs seu precioso fardo no chão. Este, com todos os seus membros curados e sua pele limpa como a de um bebê, imediatamente se ajoelhou e, chorando de alegria, pediu a bênção ao soberano. O rei o levantou e, abraçando-o, disse:
— Meu filho, agradeçamos juntos a Deus este grande milagre, com que a Sua Divina clemência se dignou hoje favorecer-nos.
E toda a multidão, encabeçada por sua Majestade e pelo pobre Gilla, assistiu fervorosamente à solene Missa, na qual agradeceram a Deus um tão bom Papa e um tão bom rei. Esta é uma bela história que orna a coroa celestial de Santo Eduardo, o Confessor, nobre filho da Santa Igreja!
Ir Maria Teresa Ribeiro Matos, EP – Revista Arautos do Evangelho - Jan 2008


domingo, 4 de janeiro de 2015

Espírito do Natal

No intuito de avivar o espírito do Natal, o setor feminino dos Arautos do Evangelho levou a imagem do Menino Jesus ao hospital infantil em Joinville e cantou diversas músicas natalinas. Vários pacientes e funcionários se emocionaram e ficaram sensibilizados com a visita do Deus Menino.  


sábado, 27 de dezembro de 2014

O pobre riquíssimo

Quando o velho rico Naabot leu a carta que lhe chegara àquela tarde, deu um largo suspiro...
— Ah, parentes!
Quem escrevia era um primo seu, avisando de uma próxima visita. Ah, Zabulon, filho de Dibon... Sua lembrança inspirava ao mesmo tempo pena e certa aversão. Os dois, oriundos de abastadas famílias de Israel, haviam sido muito próximos quando jovens. Passados os anos, Naabot, comerciante incansável e empreendedor, tornara-se um dos homens mais ricos de Jerusalém. Zabulon, pelo contrário, viu seus negócios rolarem numa trágica sucessão de infortúnios, e pelo que se sabia, estava, agora, à beira da completa ruína.
Porém, após anos de separação, ele estava curioso em revê-lo, assim marcou um encontro em sua casa de campo, a pouco mais de seis milhas ao sul de Jerusalém.
O sol se punha atrás das colinas arenosas, naquela tarde de dezembro, quando os primos se encontraram. O contraste entre os dois era quase chocante. Naabot era a figura encarnada da boa fortuna. Alegre, gordo e recendendo perfumes delicados, trajava uma túnica de seda persa, e vistosos anéis rebrilhavam em quase todos os seus dedos. Pelo contrário, o encanecido Zabulon personificava o insucesso e a pobreza. Seu rosto era marcado por uma contínua e silenciosa resignação e corpo esquálido; estava coberto por uma túnica tão gasta, que não se podia adivinhar a cor original. Quem o visse, não poderia supor que um dia fora homem de posses. Condoído, Naabot fez-lhe um convite para jantar, humildemente aceito pelo outro.
Durante a ceia, a qual o pobre compreensivelmente devorou com avidez, discorreram sobre o passado, relembrando a infância e a juventude de ambos. Em certo momento, Naabot declarou ao primo seu modo de ver as coisas:
— Veja, Zabulon, eu respeito profundamente ao Deus de Abraão, mas deixemos o Todo-poderoso dentro de Seu templo, que aliás é bem grande. Aqui fora, sobretudo no comércio, temos de usar toda astúcia e todos os meios que estiverem ao nosso alcance, para obter o sucesso e a riqueza. E dizia isso crispando as mãos, como a agarrar um punhado de imaginárias moedas diante de si.
O primo pobre, homem piedoso, não concordou com aquela opinião materialista de Naabot, e discutiram ainda um bom tempo, noite adentro. Embora se respeitassem, havia entre os dois uma profunda divergência na maneira de encarar a vida. Por fim, vendo que não chegariam a conclusão nenhuma, Naabot interrompeu a conversa e disse:
— Bem, sejamos francos, então. Não terá sido para discutir filosofia, nem para matar as saudades, que meu bom primo veio até aqui. Diga então, Zabulon, há mais algo em que eu possa lhe ajudar?
— Sim, disse o desventurado, curvando a cabeça. Preciso de sua ajuda. Mas não venho pedir dinheiro, venho apenas propor um negócio.
— E que negócio? — Perguntou o comerciante curioso.
— Como deve saber, já perdi tudo o que tinha. Tudo, exceto um pequeno naco de terra, restante de uma fazenda outrora grande, não muito distante daqui. Crê que pode comprar-me este pequeno sítio?
O rico homem deu uma risada.
— Ora, ora, meu caro Zabulon. Se posso comprar? Posso lhe dizer, sem exagero nem soberba, que tenho dinheiro para comprar qualquer coisa em Jerusalém, exceto o Templo e o palácio do governador, pois estes, evidentemente, não estão à venda. Ouça: se esse teu sítio por acaso valesse mais do que estou pensando em oferecer, eu lhe entregaria no ato todos os meus anéis. E balançava levemente a mão, fazendo rebrilhar os diamantes e as safiras. Você disse que não é longe? Apanhemos dois cavalos e uns homens de escolta. Vejamos o tal terreno. Assim, esta noite mesmo lhe pago, e não digam os fariseus que não ajudei um parente necessitado.
E assim foi. Era uma noite maravilhosamente estrelada, bela e clara. E como Zabulon havia dito, o lugar era próximo. Mas ao chegarem lá, viram a certa distância, próximo a uma colina, alguns vultos de homens, camelos e cavalos.
— Oh, uma caravana. Seu terreno está ocupado por beduínos, Zabulon. Vai-me custar dinheiro tirá-los daí. Vamos ver mais de perto, quantos são.
Mas ao se aproximarem, Naabot viu os preciosos enfeites dos camelos e, espantado, murmurou:
— Por Elias, não são beduínos, são homens ricos, talvez até nobres! Que fazem eles aqui? Cheios de curiosidade, os dois judeus e seus guardas foram aproximando-se mais e mais. Já não prestavam atenção aos membros da caravana, nem estes neles. Então, surgiram os três chefes daquele grupo desconhecido. Os israelitas ficaram boquiabertos. Não eram simples nobres, eram reis coroados. Tão ricos e faustosos, que Naabot subitamente sentiu sua pretensa fortuna encolher a ponto de parecer insignificante.
Eles não haviam percebido, mas aos pés da elevação havia uma pequena e pobre gruta, para a qual os enigmáticos reis se dirigiram. Olhando para o céu, Zabulon deu-se conta que a noite estava clara não tanto pelas estrelas, mas por uma em especial, que superando todas em brilho, parecia repousar delicadamente sobre a colina.
Dentro da gruta havia, entre algum gado, um homem com sua jovem esposa, a qual tinha ao colo um Menino recém-nascido, com um suave sorriso no rosto. Era algo fantástico, pois deste Menino parecia irradiar uma misteriosa e tênue luz, que envolvia a gruta e todos os presentes. Entrando os reis, um a um, inclinaram-se em adoração diante do Menino, tocando o solo com suas frontes, e oferecendo-lhe soberbos presentes. Mais tarde, pastores da região começaram a chegar, e todos, de joelhos, permaneceram em respeitoso e admirado silêncio diante do extraordinário Menino.
Passou-se um bom tempo, naquela serena e maravilhosa atmosfera, mas por fim, Naabot e seu grupo perceberam ser o momento de partir. Fazendo uma última reverência, saíram sem fazer ruído, e depois caminharam longamente calados. Então, Naabot rompeu o silêncio, e tirando um a um seus preciosos anéis, foi entregando-os a seu primo, enquanto dizia:
— Cumpro o que disse. Toma, Zabulon. Tu és o pobre mais rico que existe. Estes anéis não são mais que uma migalha. Teu terreno e tua gruta não têm preço. Não há ouro em todo o Império Romano que possa pagar o que valem.
E um dos guardas, ousando dirigir a palavra, perguntou a seu amo:
— Meu senhor Naabot, será então, que um novo profeta veio a nós? Os dois primos olharam-se, e Zabulon respondeu:
— Não, meu filho. Diante de nós, cumpriram-se séculos e séculos de profecias... Esta noite, o Messias surgiu em Israel.
Michelle Boy Frank – Revista Arautos do Evangelho - Dezembro 2008


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Com os idosos

Cantando músicas natalinas e portando a imagem do Menino Jesus, as jovens do setor feminino dos Arautos proporcionaram alegria e entretenimento aos idosos residentes no Lar Betânia. Puderam também levar o calor de uma palavra amiga aos nossos queridos idosos.


sábado, 20 de dezembro de 2014

Aniversário de ordenação sacerdotal Pe Anderson

No dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, o estimado Pe. Anderson Paloschi, pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, comemorou o 3º aniversário de sua ordenação sacerdotal. Em sua missão, ele tem levado a todos a alegria de Cristo e mostrado que a Palavra de Deus não está só escrita, mas, graças às testemunhas que o Senhor inseriu no ministério apostólico, permanece palavra viva.
Assim, o próprio pároco presidiu a Eucaristia em Ação de Graças, cuja animação litúrgica ficou sob os cuidados do setor feminino dos Arautos do Evangelho.

No final da cerimônia os fiéis disputaram com satisfação um cumprimento de felicitações ao Pastor.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Natal, Navidad, Natale, Noël

Natal, Navidad, Natale, Noël... não importa qual o idioma, chegado o mês de dezembro, as atenções de todos os povos se voltam para a pequena gruta da aldeia de Judá.
Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na cidade de David um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e posto numa manjedoura.” (Luc 2, 10-11)
Uma das mais preciosas e comoventes tradições da festa do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, é o Presépio. Não há quem não se encante num momento tão terno quanto a montagem ou contemplação de um presépio. 

Em sua origem, o termo hebraico, que a Vulgata 1 traduz como praesepium, designava a manjedoura dos animais ou o próprio estábulo.
1 Tradução latina da Bíblia feita no séc. IV. Obra feita em parte, por São Jerônimo. Foi declarada de uso comum pelo Concílio de Trento.
O setor feminino dos Arautos do Evangelho, em Joinville, teve o imenso prazer de compartilhar a alegria do nascimento do Menino Jesus com os familiares das jovens que frequentam nosso centro juvenil, bem como terciários, amigos, conhecidos e também um grupo de casais da igreja de Nossa Senhora de Fátima que fazia uma Cantata de reis... Como estes vieram com seus instrumentos, pedimos-lhes para enriquecer nossa festa com sua música.
O leitor pode ver ou reviver a festa nas fotos abaixo. 
Não percam a peça teatral no próximo post!