sábado, 20 de dezembro de 2014

Aniversário de ordenação sacerdotal Pe Anderson

No dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, o estimado Pe. Anderson Paloschi, pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, comemorou o 3º aniversário de sua ordenação sacerdotal. Em sua missão, ele tem levado a todos a alegria de Cristo e mostrado que a Palavra de Deus não está só escrita, mas, graças às testemunhas que o Senhor inseriu no ministério apostólico, permanece palavra viva.
Assim, o próprio pároco presidiu a Eucaristia em Ação de Graças, cuja animação litúrgica ficou sob os cuidados do setor feminino dos Arautos do Evangelho.

No final da cerimônia os fiéis disputaram com satisfação um cumprimento de felicitações ao Pastor.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Natal, Navidad, Natale, Noël

Natal, Navidad, Natale, Noël... não importa qual o idioma, chegado o mês de dezembro, as atenções de todos os povos se voltam para a pequena gruta da aldeia de Judá.
Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na cidade de David um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e posto numa manjedoura.” (Luc 2, 10-11)
Uma das mais preciosas e comoventes tradições da festa do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, é o Presépio. Não há quem não se encante num momento tão terno quanto a montagem ou contemplação de um presépio. 

Em sua origem, o termo hebraico, que a Vulgata 1 traduz como praesepium, designava a manjedoura dos animais ou o próprio estábulo.
1 Tradução latina da Bíblia feita no séc. IV. Obra feita em parte, por São Jerônimo. Foi declarada de uso comum pelo Concílio de Trento.
O setor feminino dos Arautos do Evangelho, em Joinville, teve o imenso prazer de compartilhar a alegria do nascimento do Menino Jesus com os familiares das jovens que frequentam nosso centro juvenil, bem como terciários, amigos, conhecidos e também um grupo de casais da igreja de Nossa Senhora de Fátima que fazia uma Cantata de reis... Como estes vieram com seus instrumentos, pedimos-lhes para enriquecer nossa festa com sua música.
O leitor pode ver ou reviver a festa nas fotos abaixo. 
Não percam a peça teatral no próximo post!

domingo, 7 de dezembro de 2014

O pirilampo

Contemplando o sol que declinava no horizonte, Joana pensava em seu destino, em companhia de Fernando, o filhinho de seis anos. Depois de algum tempo de silêncio, debruçou a cabeça sobre os braços e pôs-se a chorar. Qual a causa dessa dor?
Joana ficara viúva havia pouco tempo. Luís, seu marido, morrera na primavera anterior. Era um moço muito estimado na vila. Graças a seu espírito empreendedor, conseguira com algumas economias comprar a casinha em que agora se encontravam Joana e o pequeno Fernando.
A aquisição, porém, não só lhe absorveu tudo quanto havia poupado, mas ainda o obrigou a contrair algumas dívidas, que contava pagar aos poucos. A morte prematura — vítima de uma epidemia que irrompeu na vila, deixando muitas famílias no luto e na tristeza — veio interromper seus planos.
Luís trabalhara muito dedicadamente para um rico proprietário, o qual, em recompensa, lhe emprestara oitocentos francos para a aquisição da pequena propriedade. O jovem se comprometera a pagar cem francos por ano ao seu protetor. Sete prestações haviam sido quitadas com pontualidade, faltava apenas a última. Mas, durante a epidemia, faleceu também o credor de Luís, e agora seus herdeiros exigiam da viúva o pagamento da importância total de oitocentos francos.
Em vão Joana jurou e garantiu que só faltavam cem francos. Não tendo, porém, nenhum recibo ou qualquer outra prova, o juiz decidiu que a propriedade seria vendida para saldar a dívida do esposo falecido. Assim, no dia seguinte a casa seria penhorada e ela, além de ter perdido o marido, ficaria também sem abrigo.
Por isso a pobre viúva, olhando para o céu naquela tarde, se mostrava tão triste: seria aquela a última noite que passaria no seu pequeno lar.
* * *
Fernando, sem entender bem o que se passava, chegou-se à mãe e lhe disse:
— Mamãe, não chore mais. Lembre-se do que papai dizia antes de morrer: “Deus é o protetor das viúvas e o pai dos órfãos. Em todas as dificuldades, rezem a Ele. Deus velará por vocês, não os abandonará”. Não era assim que ele falava?
— É, sim, meu filho — respondeu Joana, suavemente consolada com a lembrança dessas palavras.
— Então, por que mamãe chora tanto? Reze a Deus, Ele nos há de socorrer...
— Tem razão, meu filho — concordou ela, abraçando o menino que soubera confortá-la com palavras tão inesperadas numa criança de sua idade.
A jovem mãe ajoelhou-se, juntou as mãos e começou a rezar com fervor:
— Ó Pai Nosso, por meio de vossa Mãe, eu Vos peço, ouvi a prece de uma pobre mãe aflita e de um órfão desamparado! Não temos socorro algum neste mundo, mas Vós sois todo-poderoso e por isso Vos invocamos em nossa aflição. Não permitais que a injustiça nos expulse desta casa.
* * *
Ao terminar essa prece, a jovem viúva sentiu-se profundamente comovida. Fernando, que olhava pela janela, de repente gritou:
— Olhe, mamãe, olhe! É uma estrela que se move, olhe!... Agora subiu... Desce mais para perto de nós!... A estrelinha vem entrando pela janela, mamãe!... Olhe como é bonita!...
— É um pirilampo, um vaga-lume, meu filho. De dia parece um bichinho comum, mas à noite brilha muito, como você está vendo.
— Posso pegar, mamãe? Ele queima a gente com aquela luzinha?
— Não, não queima, meu filho. Você pode pegar à vontade. É uma luzinha fria, pode pegar sem receio.
Fernando não esperou mais. Correu atrás do vaga-lume que penetrara no quarto e caíra no chão. Mas não conseguiu apanhá-lo, pois o bichinho meteu-se embaixo de um grande armário.
— Eu o estou vendo daqui, mamãe. Mas não consigo alcançá-lo... Como brilha!
— Espere um pouco, meu filho. Logo ele vai sair daí e então você poderá pegá-lo.
Fernando esperou um pouco. Mas, impaciente por deitar a mão no vagalume, suplicou à mãe:
— Ajude-me, mãezinha, ajude-me! Faça-o sair dali... Ou então afaste um pouco o armário, que eu então o alcanço...
Joana levantou-se para satisfazer o filho, e com um pouco de esforço conseguiu arredar o armário. O menino pegou o inseto, meio receoso a princípio, e começou a examiná-lo. O mais curioso foi que, ao afastar o armário da parede, alguma coisa caiu lá atrás, produzindo um pequeno ruído. Joana abaixou-se para ver de que se tratava e apanhou uma espécie de caderneta, com anotações e documentos.
Que seria?
* * *
A jovem viúva pôs-se logo a examinar o achado, à luz da vela, e não pôde evitar um grito de surpresa e alegria. Era um caderno de notas sobre os negócios do marido. Ali se achavam anotadas as prestações por ele pagas ao rico proprietário que lhe emprestara oitocentos francos! E entre as folhas ela encontrou um documento de quitação: “Declaro que no dia de São Martinho ajustei contas com Luís Blum, o qual agora me deve somente cem francos”.
Era a salvação tão ansiosamente esperada... Era a prova que lhe faltava, era Deus, enfim, que mandara aquele vagalume para indicar o lugar onde estavam as contas do marido. Por isso ela ergueu os olhos para o alto, em sinal de gratidão a Nosso Senhor e a sua Mãe Santíssima, e depois abraçou o filho, transbordando de alegria pelo verdadeiro milagre que acabara de acontecer.
O pequeno Fernando, a quem ela explicara o significado daquele documento, respondeu-lhe graciosamente:
— Fui eu, mamãe, fui eu que descobri! Se eu não pedisse para afastar o armário, a senhora não teria encontrado o papel...
— Sim, meu querido filho, foi você. Mas foi principalmente Deus, que mandou o bonito bichinho, para nos dar oportunidade de afastar o armário e descobrir a caderneta. A Ele é que devemos agradecer, a esse Deus de bondade, que tão prontamente atendeu as nossas preces. Foi Deus que nos mandou o pirilampo, meu filho!
* * *
No dia seguinte, Joana saiu muito cedo, dirigindo-se à moradia do juiz. O magistrado atendeu-a prontamente e, reconhecendo a autenticidade da quitação de dívida, mandou chamar o principal herdeiro.
Este, lendo o documento, ficou confuso, sem saber o que dizer. Por fim, arrependido do que fizera, exclamou:
— Há aqui, sem dúvida alguma, o dedo da Providência! Perdoe-me, Da. Joana, pelo modo como a tratei, pelas tristezas e aborrecimentos que lhe causei. E para compensá-la de alguma forma, faço-lhe presente dos restantes cem francos. A senhora não me deve mais nada. Vejo que Deus a quis salvar; de minha parte, quero fazer o que estiver ao meu alcance. Portanto, se de futuro vier a precisar de alguma coisa, procure-me, terei prazer em ajudá-la. Estou vendo que a senhora tem confiança em Deus, e essa confiança é mais preciosa do que todo o ouro do mundo.
Maria Teresa Ribeiro Matos – Arautos do Evangelho · Novembro 2005



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Parque Zoobotânico

Todos nós sentimos necessidade de sair da rotina e da monotonia de sensações que são causadas por um trabalho cotidiano e repetitivo. Compreende-se, então, o papel das múltiplas formas lícitas de lazer e entretenimento em nossas vidas.

Os Arautos do Evangelho oferecem alternativas formativas que permitem aos jovens desfrutar de agradáveis e animadas recreações. As fotos abaixo mostram um passeio ao Parque Zoobotânico de Joinville.

sábado, 22 de novembro de 2014

O GRANDE PREGADOR

Anselmo e Mário, dois grandes amigos, não podiam ser mais diferentes um do outro, no que diz respeito aos dotes da natureza. O primeiro era talentoso, elegante, rico e de boa família. O segundo, pobre e apagado. Entretanto, por cima de todas essas diferenças, algo os unia estreitamente: ambos eram grandes de alma.
Naquela manhã de domingo, Anselmo comunicava a seu amigo que estava de partida para ingressar como noviço no Convento de São Domingos.
— Quero ser pregador, como bom filho de São Domingos, para converter muitas almas a Cristo e divulgar a devoção do Santo Rosário.
Embora triste, por ver romper-se um convívio de muitos anos, Mário felicitou seu amigo e o incentivou a seguir avante naquela sublime vocação.
— Ficaremos sempre unidos pela oração. Rezarei muito para que sejas um grande pregador santo — respondeu, dando ênfase ao adjetivo santo.
Poucos meses depois, Mário conseguiu um meio de alojar-se também no Convento de São Domingos, onde prestava pequenos serviços à comunidade. E... de vez em quando conversava um pouco com seu estimado amigo, ao qual repetia sempre: