domingo, 24 de julho de 2016

Síntese do culto mariano

A sagrada escravidão a Maria
Além do culto de veneração, de amor, de gratidão, de invocação e de imitação, deve-se à Virgem Santíssima, como Rainha de todo o universo, um culto de escravidão. Este último ato de culto mariano sintetiza admiravelmente todos os outros dos quais temos tratado.
O escravo fiel à sua Rainha, se realmente o é, antes de tudo A venera, excelência única. Em segundo lugar, A ama e faz o que agrade a Ela, evitando tudo o que A moleste. Está pleno de gratidão em relação a Ela pelos grandes favores que lhe tem concedido. Está pleno de confiança em sua Rainha, pois sabe que Ela conhece, pode e quer socorrê-lo em tudo o que necessite. O servo fiel à sua Rainha, por último, se de fato o é, trata de imitá-La já que A reconhece como seu modelo ideal.
Eis, portanto, como o ato de escravidão sintetiza todos os outros atos de singular culto que devemos a Maria Santíssima, Mãe de Deus, Mãe dos homens, Corredentora do gênero humano, dispensadora de todas as graças divinas, modelo insuperável de nossa vida.

ROSCHINI, OSM, Gabriel María. La Madre de Dios según la fe y la teología. 2.ed. Madrid: Apostolado de la Prensa, 1958, v.II, p.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Dois canais dos Arautos do Evangelho no Telegram

Siga no Telegram os dois novos canais dos Arautos do Evangelho. Clique nas imagens e inscreva-se!



Procedimento:
 1. Instalar aplicativo "Telegram” (telegram.org). 
 2. Ao entrar nos canais, na parte de baixo haverá um botão “Join” ou “Entrar”. Clicando ali estará inscrito no canal.




quarta-feira, 6 de julho de 2016

Quem é Plinio Corrêa de Oliveira?

Acabam de ser publicados os dois primeiros volumes, de um total de cinco, da obra “O dom de sabedoria na mente, vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira”, de autoria de Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP. A
Mons. João dedica a seu amado pai, modelo e guia, uma valiosa coleção sobre sua profética figura. Este oportuno estudo representa um inigualável contributo para a compreensão da própria pessoa e da mentalidade de Mons. João, que é o fundador dos Arautos do Evangelho, e das características essenciais do carisma dessa Associação Internacional de Direito Pontifício.
Encomende já sua coleção pela internet:
www.arautos.org/domdesabedoria
                   ou

 pelo telefone (11) 2971-9040

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Entremos nessa escola!

É preciso cuidar de não constituirmos como falsos deuses a técnica, a saúde, o dinheiro, os estudos ou as capacidades pessoais. Nada de idolatria e de orgulho! Quem estabelece divindades para si, esquecendo-se do Deus único, torna-se cego de Deus. Este mal é pior que a perda da vista, porquanto o que dele padece termina por não entender as verdades que o Pai só revela aos pequeninos. De que adianta a alguém participar de uma corrida, tendo-se preparado para atingir a máxima velocidade, se, quando o árbitro soa o apito, avança com toda rapidez fora da pista e na direção errada? Assim acontece com o desventurado que se apresenta ao Supremo Juiz — antes fosse com as mãos vazias! — com as mãos sujas de orgulho e idolatria.

Sejamos humildes como o Senhor Jesus é a Humildade, mansos como Ele é a Mansidão, procurando em todas as coisas ser santos como Ele é a Santidade. Na prática destas virtudes, a exemplo do Divino Mestre, encontraremos a paz e a santa alegria para nossas almas.
Mons João Clá Dias - Texto extraído da Revista Arautos do Evangelho jul 2014

terça-feira, 14 de junho de 2016

Qual o significado do nome Francisco?

O nome das pessoas pode estar associado a personagens famosos aos quais se deseja render homenagem - Hércules, Cícero, Penélope - ou, na maioria das vezes, aos Santos sob cuja especial proteção quer-se colocar a criança na hora do Batismo. Nos primeiros tempos da Igreja foi também muito comum adotar nomes simbólicos como Cristóforo (aquele que porta Cristo), Amadeu (que ama a Deus) e Bento ou Benedito (abençoado).
Nos tempos atuais, um dos nomes mais populares é, sem dúvida, o de Francisco, cuja origem remonta ao Santo de Assis. Na realidade ele foi batizado como João, em honra a São João Batista, e deveria ter sido esse o nome com o qual passaria para a História. Mas a mãe do Poverello era francesa e de tal forma o menino tornou-se fluente na bela língua materna, que todos os membros da família começaram a chamá-lo carinhosamente de Francesco, que quer dizer pequeno francês.
São Francisco de Assis não é o único Santo que mudou de nome durante a infância. Santa Rita de Cássia, por exemplo, foi batizada como Margherita, mas em casa a chamavam de Rita e foi com esse diminutivo que ficou conhecida em toda a Igreja.

Revista Arautos do Evangelho Fev 2016 

terça-feira, 7 de junho de 2016

Deus pode ser enganado?

Nos tempos medievais floresciam as catedrais e os povos caminhavam à luz do Evangelho. Ao sul da França viviam os Clochers, família dotada de muita arte. Dedicavam-se eles à complexa tarefa de fundir sinos. Conheciam os metais em seus mais específicos aspectos e sabiam as ligas, a espessura, o peso e a dimensão da boca ou do badalo de cada sino, para que tivesse o timbre desejado e tocasse a nota que lhe correspondia. Não só faziam sinos para as igrejas com um único campanário, como eram especialistas em carrilhões.
Os Clochers se ufanavam de ser descendentes do patriarca que, havia alguns séculos, servira a Carlos Magno, o ilustre imperador do Sacro Império, motivo pelo qual a fama de sua linhagem se espalhara pela Europa.

Louis Clocher pertencia à décima segunda geração e herdara não só o talento e a virtude de seus ancestrais, como também a tradicional oficina. Tivera três filhos, aos quais educara eximiamente. Pierre, o caçula, nascera-lhe na velhice e era seu preferido; Jacques, o do meio, era muito reto, mas um tanto desastrado com os sinos... Ambos eram piedosos como o pai e se dedicavam ao campo. François, o mais velho, possuía o dote artístico dos avós e, desde a infância, ajudava o pai, demonstrando muita aptidão para o ofício. Porém, não tinha suas qualidades sobrenaturais, pois não gostava de rezar nem de assistir à Missa...
Debilitado em sua saúde e pressentindo a morte próxima, o velho Clocher mandou chamar um sacerdote a fim de receber os Santos Óleos. Revigorado por tal consolo espiritual, chamou junto a si os filhos a fim de dar-lhes suas últimas recomendações.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Presença visível dia e noite

Santa Francisca Romana, nascida em 1384 no seio de uma distinta família, era uma alma especialmente favorecida por Deus, desde a juventude. Tal obséquio da Divina Providência se tornou ainda mais notável quando, depois da morte de um de seus filhos, chamado Evangelista, passa a ter convívio diário com seu “zeloso guardador”.
Certa noite encontrava-se ela a dormir e, quase ao raiar do dia, o quarto foi inundado por uma grande claridade, em meio à qual apareceu o filho Evangelista, falecido havia quase um ano, com uma formosura incomparavelmente maior do que a manifestada nesta Terra. Ao lado de Evangelista estava também outro jovem ainda mais formoso: era o Anjo da Guarda deste.
Passados alguns instantes em que permanecera atônita com a visão, tomada de alegria, pergunta a Evangelista onde estava, o que fazia e se ainda se lembrava de sua mãe. Olhando para o Céu, ele responde: “Nossa ocupação é contemplar o abismo eterno da bondade divina, louvar e bendizer sua majestade com transportes de alegria e amor. Inteiramente absortos em Deus nessa celeste beatitude, não somente não sofremos dor, como não podemos tê-la e gozamos de uma paz que durará sempre. Não queremos, nem podemos querer senão o que sabemos ser agradável a Deus, que é nossa inteira e única beatitude. Saiba que os coros que estão acima de nós nos manifestam os segredos divinos”.Foi então que disse à sua mãe o lugar onde se encontrava no Céu: o segundo coro da primeira hierarquia, isto é, entre os Arcanjos. Acrescentou também que o outro jovem, mais formoso, estava em grau mais elevado no Céu, razão de seu maior esplendor, e que havia sido designado por Deus para a consolar em sua peregrinação terrena. Permaneceria com ela perpetuamente e, doravante, poderia ter a consolação de vê-lo dia e noite, sem cessar.

Excertos do livro “A Criação e os Anjos”, Coleção “Conheça a sua Fé”, v.III . Arautos do Evangelho