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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
quarta-feira, 29 de março de 2017
Uma ponte para o Céu
Aproximava-se
a solene festa de Primeira Comunhão no colégio das Irmãs da Caridade.
Apressavam-se as religiosas na confecção dos trajes das crianças e nos bordados
das toalhas e alfaias litúrgicas que seriam utilizados em tão importante
celebração. Muito ocupada e diligente, a bondosa irmã Estella preparava as
crianças para o Banquete Celestial. Ela podia se considerar uma mestra feliz:
seus alunos mostravam-se zelosos e entusiasmados pelas verdades da Fé, e a
devoção refulgia em seus inocentes corações.
Um,
porém, a contristava: Lucas, o mais travesso do grupo e muito preguiçoso no
cumprimento dos deveres. Apesar de ser piedoso e ter bom coração, ele passava o
tempo todo reclamando dos sofrimentos, incômodos ou aborrecimentos do dia a
dia. De manhã, quando sua mãe ia acordá-lo, enrolava-se nos cobertores e
continuava dormindo. Intimado a levantar-se, fingia com grande talento
indisposições e moléstias que lhe angariassem alguns minutos extras na cama...
Na
escola, nunca apresentava os trabalhos com pontualidade e fugia das provas
sempre que podia. Para evitar uma delas, chegou a simular uma misteriosa
paralisia muscular que lhe impedia de segurar o lápis nas mãos... O professor
decidiu, então, tomar-lhe a lição oralmente. No entanto, foi uma tentativa
frustrada, pois ele aparentou sentir uma terrível dor nos joelhos por ficar de
pé durante a arguição, e queixou-se de agudas pontadas na coluna quando recebeu
ordem para sentar-se!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Qual a origem e o significado do incenso?
A palavra incenso
vem do latim incendere, acender, e designa a resina aromática obtida de uma árvore
oriunda do oriente próximo: a Boswellia sacra. Seu uso no culto divino remonta
aos tempos de Moisés, que recebeu do próprio Deus a receita para a sua elaboração
(cf. Ex 30, 34-36). No Templo de Jerusalém os lampadários acesos e a coluna constante
de incenso significavam a presença de Deus. A coluna recordava aquela que guiou
o povo na saída do Egito, constituída de nuvens durante o dia e de fogo à noite.
As três propriedades
do incenso têm simbolismos distintos. Ao queimar ele simboliza o zelo que deve
consumir os fiéis durante o culto. O seu perfume representa o aroma da virtude
e da graça da qual Cristo está pleno. E a fumaça é associada à oração, como se
lê nas Escrituras: “Que minha oração suba à tua presença como incenso” (Sl 140,
2).
As formas e tamanhos
do incensário, ou turíbulo (do grego tus – incenso) variam muito, mas, sem
dúvida, o maior do mundo se encontra em Santiago de Compostela e é utilizado na
Missa do peregrino. Chamado de Botafumeiro, pesa 53 quilos e mede 1,5 metro.
Uma roldana o segura no alto da abóbada da catedral permitindo que, com ajuda
de uma longa corda, seus movimentos alcancem quase toda a largura do transepto.
Oito homens, os tiraboleiros, são necessários para pô-lo em funcionamento.
Revista Arautos do Evangelho - set 2016
domingo, 16 de outubro de 2016
Conselho de São Bernardo
“Se o cristão não tivesse ninguém que o
contrariasse, deveria cuidadosamente procurar quem o fizesse e pagá-lo a peso
de ouro, para ter um meio de praticar o sofrimento e a doçura.
“Se, pois,
encontrais essa pessoa sem terdes gastado nem ouro nem prata, aproveitai-vos
dela para o exercício duma tão bela virtude.”
Citado
no livro “Uma fonte no deserto”, do Pe. Celestino André Trevisan.
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Oração a Nossa Senhora Rainha
Minha Mãe, Rainha do Céu e da Terra, dai-me a
graça de nunca me sentir longe de Vós. Sim, dai-me a certeza de que a palavra
longe — para efeitos de vida espiritual — foi cancelada da doutrina católica
uma vez que Vós existis.
Porque se é verdade que
muitas coisas estão longe, Vós, Senhora, estais sempre próxima. E quem a Vós
reze afincadamente, tudo obtém. Então, Senhora, convencei-me que Vós estais ao
alcance, não de mãos que se estendem, mas de mãos que se põem juntas para rezar,
rezar, rezar seriamente. "Nunca se ouviu dizer que alguém que recorresse à Vossa proteção ou reclamasse Vosso socorro, fosse por Vós desamparado".
Minha Mãe, fazei-me compreender que, se "nunca se ouviu dizer", não
serei eu o primeiro a não ser atendido, o primeiro a ser a exceção. Assim,
pois, régia Senhora, fazei que sempre me volte para Vós com confiança. Assim
seja.
Plinio Corrêa de Oliveira
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Participe você também
Os Arautos do Evangelho contam
com sua presença na VIII Romaria ao Santuário de Aparecida promovida
pelo Apostolado do Oratório nos próximos dias 12 e 13 de agosto.
Nossa Senhora de
Aparecida, com tanto carinho e solicitude, se dispõe a auxiliar seus filhos
neste vale de lágrimas. Peçamos também, nós, à Rainha do Brasil que
abençoe as nossas famílias, os nossos parentes, os nossos Párocos e os nossos
Pastores; e que Ela continue tocando os corações das pessoas, conduzindo-as a
Deus.
PROGRAMAÇÃO
12 de agosto, 6ª feira
18h
–
Missa na Basílica Velha, presidida pelo Reitor do Santuário.
19h –
Procissão Luminosa, da Basílica Velha até a Basílica Nova.
Sexta-feira,
a partir das 13h às 16h: Mostruário, projeção do vídeo, entrega de
lembranças e atendimento às delegações no Auditório Padre Noé Sotillo (em
frente da Casa do Pão, subsolo do Santuário).
13 de Agosto, sábado
08h –
Terço na Tribuna Papa Bento XVI, com a presença da cópia da Imagem de Nossa
Senhora Aparecida e animação do Coro Internacional dos Arautos do Evangelho.
10:30 –
Missa presidida pelo Cardeal Arcebispo de Aparecida Dom Raymundo Damasceno.
Sábado,
a partir das 06:00 até 16:00: Mostruário, projeção do
vídeo, entrega de lembranças e atendimento as delegações no Auditório Padre Noé
Sotillo (em frente da Casa do Pão).
Para mais informações
entre em contato através do telefone (11) 2973-9477
ou pelo whatsapp: (11) 98872-1366
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Quem é Plinio Corrêa de Oliveira?
Acabam de ser publicados
os dois primeiros volumes, de um total de cinco, da obra “O dom de sabedoria na
mente, vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira”, de autoria de Mons. João
Scognamiglio Clá Dias, EP. A
Mons. João dedica a seu
amado pai, modelo e guia, uma valiosa coleção sobre sua profética figura. Este
oportuno estudo representa um inigualável contributo para a compreensão da própria
pessoa e da mentalidade de Mons. João, que é o fundador dos Arautos do Evangelho,
e das características essenciais do carisma dessa Associação Internacional de
Direito Pontifício.
Encomende já sua coleção
pela internet:
www.arautos.org/domdesabedoria
ou
pelo telefone (11) 2971-9040
Postado por
Regina Virginum
às
07:55
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Plinio Correa de Oliveira,
vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira
sexta-feira, 28 de março de 2014
O “Nobre Ofício”
Segundo
certa mentalidade em vigor hoje, felicidade se identificaria com riqueza e
prazer. Mas tempo houve em que o homem não pensava assim. E era feliz...
O tema
deste artigo é um “nobre ofício”. Qual será ele?
Seguramente
— pensará algum leitor — o exercício de alguma elevada função na Corte
Britânica. Ou, quem sabe, um cargo de grande responsabilidade no Vaticano, ou
em alguma prestigiosa universidade, como a Sorbonne ou Coimbra?
Nada
disto!
De que
se trata, então?
Caro
leitor, permita-me ajudá-lo. É algo que vem do passado, de um passado cristão.
O “Nobre Ofício” era o título dado aos... sapateiros ingleses na Idade Média!
Efetivamente,
os trabalhadores manuais da corporação dos sapateiros ufanavam-se, não somente
da qualidade de seus produtos, mas também do próprio ofício que exerciam. A
ponto de eles mesmos o designarem de o “Nobre Ofício”.
Não era
fácil, porém, ser admitido na confraria. Para ser aceito como participante do
“Nobre Ofício”, não bastava ser bom profissional. Era preciso também saber
“cantar, tocar corneta de chifre, tocar flauta, manejar a lança, combater com
espada, descrever em versos seus instrumentos de trabalho”.
A
corporação de sapateiros ingleses, como inúmeras outras existentes na Europa
medieval, era inteiramente independente do poder estatal, inclusive do Rei.
Tinham essas corporações suas leis próprias, seus costumes, seus juízes — os
“mestres juramentados” — que impunham sanções àqueles que se comportavam mal ou
que, por suas trapaças, desprestigiavam a profissão.
Sobretudo,
tinham seus capelães, seus santos padroeiros, suas igrejas, suas festas e
procissões. Uma de suas principais preocupações era que todos os irmãos da
confraria fossem bons cristãos.
Até
hoje, por exemplo, pode-se ver na maravilhosa Catedral de Chartres (França) os
vitrais de extraordinária beleza oferecidos pelos padeiros, pelos pescadores,
pelos vinhateiros, ao lado dos que foram doados pela Rainha Branca de Castela,
mãe do Rei São Luís.
O
costume, impregnado de caridade cristã, fazia com que os confrades do “Nobre
Ofício” se ajudassem mutuamente, em qualquer lugar onde se encontrassem. Podiam
uns ser do norte, outros do sul, mas estavam todos unidos por um vínculo
religioso que os levava a auxiliarem-se nas circunstâncias adversas.
Patrões,
trabalhadores, aprendizes, cada qual conservando sua posição, se ajudavam, se
protegiam e se estimulavam a progredir na vida cristã e... na qualidade dos
sapatos que produziam.
Por
exemplo, os “mestres juramentados” — em geral, os sapateiros mais idosos —
repreendiam severamente o patrão que não cuidava da virtude de seus aprendizes,
ou que prejudicava os fregueses pela má qualidade dos sapatos produzidos. Ao
mesmo tempo, prestavam auxílio aos irmãos em situação de crise nos negócios, às
viúvas e aos órfãos dos sapateiros falecidos.
Todos
os ofícios da sociedade medieval estavam organizados da mesma forma.
Constituíam verdadeiras irmandades dentro da sociedade civil, nas quais
circulava a seiva do Evangelho.
Ufanavam-se
de suas obras de caridade. Por exemplo, os ourives de Paris conseguiram licença
para, um de cada vez, abrirem a loja nos domingos e dias festivos. O lucro
obtido nesses dias destinava-se a oferecer uma refeição aos pobres no domingo
de Páscoa. “Quem abre sua loja nesses dias, deposita na caixa da confraria tudo
quanto ganhou (...) e, com esse dinheiro, se paga uma refeição para os pobres
do Hospital de Paris, no dia de Páscoa de cada ano”.
Tudo
isto era feito numa atmosfera de concórdia e alegria difícil de se entender em
nossos dias.
Nas
festas da cidade, as corporações desfraldavam suas bandeiras durante os
desfiles solenes, disputando a preeminência. Constituíam elas pequenos mundos
extraordinariamente dinâmicos, ativos e, sobretudo, cristãos, que davam à
cidade seu impulso e sua fisionomia característica.
Eis um
pitoresco fato ilustrativo de como se passavam as coisas quando o espírito da
Santa Igreja Católica impregnava a sociedade civil.
O
sapateiro Tom Drum encontrou-se em viagem com um jovem nobre arruinado e o convidou
a ir com ele a Londres.
— Eu
pago as despesas, e em Londres nos divertiremos muito.
— Pagas
como?! Pensei que toda a tua fortuna não passasse de alguns centavos... —
objetou o fidalgo.
Respondeu
Tom Drum:
“Explicar-te-ei. Se fosses sapateiro como eu,
poderias viajar de um extremo a outro da Inglaterra com apenas um centavo no
bolso. Em cada cidade encontrarias alojamento, comida e bebida, e nem sequer
precisarias gastar teu único centavo. Os sapateiros não gostam de ver que falta
algo a qualquer de seus colegas. Nosso regulamento estabelece o seguinte: se
chega a uma cidade um companheiro sem pão nem dinheiro, basta-lhe
apresentar-se. Não precisará preocupar-se, pois os sapateiros da cidade o
receberão bem e lhe darão hospedagem e comida grátis. E se quiser trabalhar, a
corporação tratará de arranjar-lhe emprego, ele não terá preocupações” 1.
1)
As Cidades e as Instituições urbanas na Idade Média, apud Régine Pernoud, A Luz
da Idade Média, pp. 71-72.
Pe. Juan Carlos Casté . Revista Arautos do Evangelho n. 23. Nov 2003
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